“Eis o Coração que tanto nos amou”.
A grande revelação foi feita a Margarida Maria durante a oitava da festa de Corpus Christ em 1617. Neste ano Jesus mostrou o seu divino Coração. Coração este que tanto nos amou, que nada poupou, e resgatou-se até se consumir para testemunhar o seu amor a humanidade.
Uma chaga foi aberta neste coração que se derrama por amor a nós. E o que recebe este coração que só deseja nos amar?
“Como reconhecimento nada recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia.
Um dia Santa Catarina de Sena perguntou a Jesus: “Doce Cordeiro sem mancha, Tu estavas morto quando teu peito foi aberto. Porque então, permitiste que Teu Coração fosse ferido e aberto com tanta violência?
Jesus respondeu: “Eu tinha várias razões, mas vou lhe dizer a principal. Meu amor pelo gênero humano era infinito, enquanto os tormentos e os sofrimentos que eu suportava eram finitos”. Já que meu amor é infinito eu não podia por este sofrimento manifestar o quanto te amo. Por isso, mostrando meu lado aberto, eu queria que vissem o segredo do meu Coração: “que eu amava vocês muito mais do que eu podia mostrar com o meu sofrimento finito.
Falar deste coração humilde e entregue por amor é ir ao profundo de Deus e contemplar um amor infinito. É um amor oferecido da parte de Deus e amor rejeitado por parte do homem.
Rejeitado porque é incompreendido, já que o verdadeiro amor é vivido na dor. E nos nossos dias atuais queremos evitar a dor e o sacrifício: queremos aquilo que nos é mais fácil.
A graça de contemplar este coração que tanto nos ama, nos dá a graça de sermos livres de nós mesmos e nos capacita para servirmos ao próximo.
O Sagrado Coração de Jesus atraí-nos, para nos fazer vivenciar o verdadeiro amor, e através Dele amarmos mais perfeitamente o Pai do Céu.


Irmã Samara

Missão Casa Santa Teresinha – Bela Vista do Maranhão

19/06 – Festa do Sagrado Coração de Jesus